CRISTO E A CERTEZA DA PROMESSA
hebreus 6:1-13
1 Portanto, deixemos os ensinos elementares a respeito de Cristo e avancemos para a maturidade, sem lançar novamente o fundamento do arrependimento de atos que conduzem à morte[1], da fé em Deus, 2 da instrução a respeito de batismos, da imposição de mãos, da ressurreição dos mortos e do juízo eterno. 3 Assim faremos, se Deus o permitir.
4 Ora, para aqueles que uma vez foram iluminados, provaram o dom celestial, tornaram-se participantes do Espírito Santo, 5 experimentaram a bondade da palavra de Deus e os poderes da era que há de vir, 6 mas caíram, é impossível que sejam reconduzidos ao arrependimento;[2] pois para si mesmos[3] estão crucificando de novo o Filho de Deus, sujeitando-o à desonra pública. 7 Pois a terra, que absorve a chuva que cai frequentemente e dá colheita proveitosa àqueles que a cultivam, recebe a bênção de Deus. 8 Mas a terra que produz espinhos e ervas daninhas, é inútil e logo será amaldiçoada. Seu fim é ser queimada. 9 Amados, mesmo falando dessa forma, estamos convictos de coisas melhores em relação a vocês, coisas próprias da salvação. 10 Deus não é injusto; ele não se esquecerá do trabalho de vocês e do amor que demonstraram por ele, pois ajudaram os santos e continuam a ajudá-los. 11 Queremos que cada um de vocês mostre essa mesma prontidão até o fim, para que tenham a plena certeza da esperança, 12 de modo que vocês não se tornem negligentes, mas imitem aqueles que, por meio da fé e da paciência, recebem a herança prometida.
A espera paciente foi a obediência de Abraão em oferecer Isaque. Nisto ele venceu o teste supremo da inabalável lealdade a Deus.
É a imitação deste tipo de obediência ousada que está sendo estimulada no versículo 12.
A promessa que está sendo discutida, portanto, não é a promessa de um filho a Abraão; isto já havia sido cumprido.
Era, na verdade, a promessa de uma bênção maior sobre o povo hebreu. Esta era a promessa que Abraão obteve como recompensa pela sua espera paciente. Ele não viu esta grande bênção; ele apenas recebeu a promessa. Assim, podemos ver o significado da frase “herdam as promessas” do versículo 12 (cf. o cap. 11).
A idéia é intrigante. Bens herdados com os quais estamos familiarizados — um negócio de família, nome, ou título, com seus direitos e privilégios — podem parecer estimulantes.
Mas promessas herdadas parecem insignificantes, especialmente se vêm se arrastando ao longo de muitas gerações e permanecem sem cumprimento.
A Certeza da Promessa de Deus
13 Quando Deus fez a sua promessa a Abraão, por não haver ninguém superior por quem jurar, jurou por si mesmo, 14 dizendo: “Esteja certo de que o abençoarei e farei numerosos os seus descendentes”. 15 E foi assim que, depois de esperar pacientemente, Abraão alcançou a promessa. 16 Os homens juram por alguém superior a si mesmos, e o juramento confirma o que foi dito, pondo fim a toda discussão.
JURAMOS POR QUEM MAIS AMAMOS, QUEM RESPEITAMOS, PARA QUE NOSSA PALAVRA SEJA DIGNA DE CONFIANÇA.
17 Querendo mostrar de forma bem clara a natureza imutável do seu propósito para com os herdeiros da promessa(judeus e gentios), Deus o confirmou com juramento, 18 para que, por meio de duas coisas imutáveis nas quais é impossível que Deus minta, sejamos firmemente encorajados, nós, que nos refugiamos nele para tomar posse da esperança a nós proposta.
As duas coisas imutáveis eram a:
- integridade da própria palavra de Deus em sua simples promessa
- obrigação legal do juramento auto-imposto.
A firme consolação é a “firme segurança” (Mueller) que eles devem preservar de maneira diligente (v. 11). A diligência deles, portanto, não é a energia agitada da carne em produzir e sustentar a fé; ela é, na verdade, a devoção e concentração com a qual eles mantêm diante deles as promessas divinas e a base da sua absoluta segurança nelas. Nós (aqueles que são os detentores dessa segurança feliz) pomos o nosso refúgio (em Jesus) em reter a esperança proposta.
19 Temos essa esperança como âncora da alma, firme e segura, a qual adentra o santuário interior (SANTOS DOS SANTOS), por trás do véu, 20 onde Jesus, que nos precedeu, entrou em nosso lugar, tornando-se sumo sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.
O conteúdo da esperança judaica verdadeiramente bíblica não estava em um paraíso terreno, com um domínio político do mundo, como tantas vezes tem sido interpretado erroneamente;
Em vez disso, esta esperança habitava na eterna presença de Deus. A profunda esperança de uma alma espiritualmente inclinada deveria penetrar nos mistérios por trás do véu
LEVÍTICO 16
2 O SENHOR disse a Moisés: “Diga a seu irmão Arão que não entre a toda hora no Lugar Santíssimo, atrás do véu, diante da tampa da arca, para que não morra; pois aparecerei na nuvem, acima da tampa.
DO 2 AO 16 INSTRUÇÕES SOBRE COMO PROCEDER DIANTE DA PRESENÇA NO LUGAR SANTÍSSIMO
ARÃO NÃO DEVERIA ENTRAR ATRÁS DO VÉU SEMPRE QUE “QUISESSE” PARA QUE NÃO MORRESSE.
17 Ninguém estará na Tenda do Encontro quando Arão entrar para fazer propiciação no Lugar Santíssimo, até a saída dele, depois que fizer propiciação por si mesmo, por sua família e por toda a assembleia de Israel.
NÃO SÓ ARÃO, MAS ENQUANTO ARÃO “ESTIVESSE NO LUGAR SANTÍSSIMO” NINGUÉM PODERIA ENTRAR.
DEPOIS DA SAÍDA DELE, SE PODERIA ENTRAR NA TENDA.
18 AO 33 MAIS INSTRUÇÕES.
34 “Este é um decreto perpétuo para vocês: A propiciação será feita uma vez por ano, por todos os pecados dos israelitas”. E tudo foi feito conforme o SENHOR tinha ordenado a Moisés.
19 Temos essa esperança como âncora da alma, firme e segura, a qual adentra o santuário interior (SANTOS DOS SANTOS), por trás do véu, 20 onde Jesus, que nos precedeu, entrou em nosso lugar, tornando-se sumo sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.
ELE ADENTRA AO LUGAR SANTÍSSIMO DIANTE DA PRESENÇA DE DEUS.
ELE ULTRAPASSA O VÉO, ADENTRA NA PRESENÇA INTERIOR, VAI MAIS LONGE.
MAS NÃO COMO NOSSO REPRESENTANTE: COMO OS ANTIGOS SUMO SACERDOTES.
MAS COMO PREDECESSOR – ELE ENTRA EM NOSSO LUGAR, E POR SER PERFEITO TORNA-SE SUMO SACERDOTE PARA SEMPRE, OU SEJA, ELE NUNCA MAIS SAIU DA PRESENÇA DE DEUS.
E NÃO SÓ ISSO, NINGUÉM PODERIA ENTRAR NA TENDA ENQUANTO ARÃO ESTIVESSE NA PRESENÇA DE DEUS.
MAS ELE SENDO NOSSO PREDECESSOR ADENTRAMOS NA PRESENÇA PORQUE ESTAMOS INSERIDOS NELE.
o sacrifício definitivo de Cristo.
HEBREUS 10
19 Portanto, irmãos, temos plena confiança para entrar no Lugar Santíssimo[2] pelo sangue de Jesus, 20 por um novo e vivo caminho que ele nos abriu por meio do véu, isto é, do seu corpo. 21 Temos, pois, um grande sacerdote sobre a casa de Deus. 22 Assim, aproximemo-nos de Deus com um coração sincero e com plena convicção de fé, tendo os corações aspergidos para nos purificar de uma consciência culpada e os nossos corpos lavados com água pura. 23 Apeguemo-nos com firmeza à esperança que professamos, pois aquele que prometeu é fiel.
capítulo 7
O Sacerdote Melquisedeque
1Esse Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, encontrou-se com Abraão quando este voltava, depois de derrotar os reis, e o abençoou; 2 e Abraão lhe deu o dízimo de tudo. Em primeiro lugar, seu nome significa “rei de justiça”; depois, “rei de Salém”, que quer dizer “rei de paz”. 3 Sem pai, sem mãe, sem genealogia, sem princípio de dias nem fim de vida, feito semelhante ao Filho de Deus, ele permanece sacerdote para sempre. 4 Considerem a grandeza desse homem: até mesmo o patriarca Abraão lhe deu o dízimo dos despojos! 5 A Lei requer dos sacerdotes entre os descendentes de Levi que recebam o dízimo do povo, isto é, dos seus irmãos, embora estes sejam descendentes de Abraão. 6 Este homem, porém, que não pertencia à linhagem de Levi, recebeu os dízimos de Abraão e abençoou aquele que tinha as promessas. 7 Sem dúvida alguma, o inferior é abençoado pelo superior. 8 No primeiro caso, quem recebe o dízimo são homens mortais; no outro caso, é aquele de quem se declara que vive. 9 Pode-se até dizer que Levi, que recebe os dízimos, entregou-os por meio de Abraão, 10 pois, quando Melquisedeque se encontrou com Abraão, Levi ainda não havia sido gerado[1].
Jesus é Semelhante a Melquisedeque
11 Se fosse possível alcançar a perfeição por meio do sacerdócio levítico (visto que em sua vigência o povo recebeu a Lei), por que haveria ainda necessidade de se levantar outro sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque e não de Arão?
Em primeiro lugar, que o sacerdócio de Cristo anula e substitui completamente toda estrutura centralizada do sacerdócio judaico e da adoração no Templo. Os odres velhos não podem conter o vinho novo, nem a veste velha ser remendada com pano novo. O antigo terminou abandonado por Deus, e precisa ser abandonado pelos cristãos.
Em segundo lugar, Jesus Cristo, em seu sacerdócio, inaugurou uma nova aliança entre Deus e seu povo, tornando a antiga aliança obsoleta com suas formas ritualísticas e sacerdotais. Esta nova aliança é o cumprimento do significado simbólico da antiga, e igualmente o cumprimento das grandes predições do AT acerca desta substituição. A nova aliança, portanto, não deveria ser nenhuma surpresa para eles e deveria ser adotada prontamente e com gratidão. Ela é qualitativamente superior à antiga em todos os sentidos, visto que inclui a substância em vez da sombra. Esta substância é essencialmente uma perfeição pessoal do adorador, descrita de diversas maneiras como repouso, acesso ao “Santo dos Santos” e santificação.
Em terceiro lugar, a pessoa e obra de Cristo são definitivas e cancelam todas as outras opções. Tendo conhecido a Cristo, não tem como voltar atrás. Não podem mais encontrar abrigo em Moisés da ira vindoura. A tentativa em fazê-lo resultará em julgamentos e consequências eternas excedendo em muito a desgraça que a raça havia experimentado previamente por causa da desobediência.
12 Certo é que, quando há mudança de sacerdócio, é necessário que haja mudança de lei.
13 Ora, aquele de quem se dizem essas coisas pertencia a outra tribo, da qual ninguém jamais havia servido diante do altar, 14 pois é bem conhecido que o nosso Senhor descende de Judá, tribo da qual Moisés nada fala quanto à sacerdócio.
15 O que acabamos de dizer fica ainda mais claro quando aparece outro sacerdote semelhante a Melquisedeque, 16 alguém que se tornou sacerdote, não por regras relativas à linhagem, mas segundo o poder de uma vida indestrutível.
17 Porquanto sobre ele é afirmado: “Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque”[2].
18 A ordenança anterior é revogada, porque era fraca e inútil 19 (pois a Lei não havia aperfeiçoado coisa alguma), sendo introduzida uma esperança superior, pela qual nos aproximamos de Deus.
ATRAVÉS DESSA ESPERANÇA NA PROMESSA NOS SERIAMOS INTRODUZIDOS NA PRESENÇA ATRAVÉS DE CRISTO.
20 E isso não aconteceu sem juramento! Outros se tornaram sacerdotes sem qualquer juramento, 21 mas ele se tornou sacerdote com juramento, quando Deus lhe disse: “O Senhor jurou e não se arrependerá: ‘Tu és sacerdote para sempre’ ”.
22 Jesus tornou-se, por isso mesmo, a garantia de uma aliança superior. 23 Ora, daqueles sacerdotes tem havido muitos, porque a morte os impede de continuar em seu ofício;
24 mas, visto que vive para sempre, Jesus tem um sacerdócio permanente.
25 Portanto, ele é capaz de salvar definitivamente[3] aqueles que, por meio dele, se aproximam de Deus, pois vive sempre para interceder por eles.
26 É de um sumo sacerdote como esse que precisávamos: santo, inculpável, puro, separado dos pecadores, exaltado acima dos céus.
27 Ao contrário dos outros sumos sacerdotes, ele não tem necessidade de oferecer sacrifícios dia após dia, primeiro por seus próprios pecados e, depois, pelos pecados do povo.
LEVÍTICO 16 – PRIMEIRO PARA ARÃO, DEPOIS SUA FAMÍLIA DEPOIS O POVO.
E ele o fez uma vez por todas quando a si mesmo se ofereceu.
28 Pois a Lei constitui sumos sacerdotes a homens que têm fraquezas; mas o juramento, que veio depois da Lei, constitui o Filho perfeito para sempre. – Ou “constitui para sempre o Filho, que foi aperfeiçoado.”
Pr. Marcel Toniote
